Antes do Sono
Sobre a falta.

O relógio marcava 3:37.
Oliver acordou sonolento, foi devagar ao banheiro e escovou os dentes olhando ao espelho. Porque será que a pele dele ficava tão branca ao acordar?
De qualquer forma o dia amanhecia. Acordou como sempre na madrugada solitaria, sentou na beira da cama com os pés no tapete de joaninha e olhou em volta, o quarto cheirava docinho. Respirava devagar e profundamente. Sentia falta de alguma coisa. O que era? Ah…Era dela, o docinho vinha da carta em que à um mês atrás ele teria recebido, e lembrou da sensação, Pegou a carta como quem pega algo que vai escapar entre seus dedos, pegou como se fosse um tesouro, aquela carta onde cada segundo tinha o seu encanto diferente à medida que lia, cada passo conduzia a um êxtase…E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.

Lua, estrelinhas, astros, claridade, céu, noite, árvores, cheiro de infância, velhinhos, animais fofos, janelas, desenhos, melancia, fotografias, estampas de animais, caminhos, crianças, viagens, antiguidades, surpresas, morangos, boas lembranças, amigas, cabelos sobre os ombros, delicadezas, sacolinhas de aniversario, gentilezas, palavras, português, filmes, sementes, minha menininha, mãos, risadas, linhas, esperança, vida, porta retrato, poesia, eu, você, nós.

O amor não se explica, é uma coisa assim que vem não se sabe de onde e te pega de uma vez. Eu, eu escutei dizer que o amor faz sofrer, que o amor faz chorar. Pra que serve amar? O amor, serve pra que? Para nos dar alegria com lágrimas nos olhos, é uma triste maravilha. No entanto, dizem sempre que o amor nos decepciona, que há um dos dois que nunca está contente. Mesmo quando o perdemos, o amor que conhecemos nos deixa um gosto de mel, o amor é eterno. Tudo isso é muito lindo, mas quando acaba não lhe resta nada além de uma enorme dor. Tudo agora que lhe parece dolorido, amanhã será para você uma lembrança de alegria. Em resumo, eu entendi que sem amor na vida, sem essas alegrias, essas dores, nós vivemos para nada. Mas sim, me escute, cada vez mais eu acredito e eu acreditarei pra sempre, que é pra isso que serve o amor. Mas você, você é o último. Mas você, você é o primeiro. Antes de você não havia nada, com você eu estou bem. Era você quem eu queria, era de você que eu precisava.

O amor não se explica, é uma coisa assim que vem não se sabe de onde e te pega de uma vez. Eu, eu escutei dizer que o amor faz sofrer, que o amor faz chorar. Pra que serve amar? O amor, serve pra que? Para nos dar alegria com lágrimas nos olhos, é uma triste maravilha. No entanto, dizem sempre que o amor nos decepciona, que há um dos dois que nunca está contente. Mesmo quando o perdemos, o amor que conhecemos nos deixa um gosto de mel, o amor é eterno. Tudo isso é muito lindo, mas quando acaba não lhe resta nada além de uma enorme dor. Tudo agora que lhe parece dolorido, amanhã será para você uma lembrança de alegria. Em resumo, eu entendi que sem amor na vida, sem essas alegrias, essas dores, nós vivemos para nada. Mas sim, me escute, cada vez mais eu acredito e eu acreditarei pra sempre, que é pra isso que serve o amor. Mas você, você é o último. Mas você, você é o primeiro. Antes de você não havia nada, com você eu estou bem. Era você quem eu queria, era de você que eu precisava.

Eu consigo te superar todos os dias.
Sim, meu bem. Eu consigo te superar todos os dias, eu consigo sobreviver sem você, eu consigo olhar para outras pessoas, me envolver com elas, eu consigo fazer tudo sem você comigo. Porém, é só passar uma hora falando contigo, ou falar contigo por breves momentos, sejam eles cartas, telefonemas, SMS’S que eu me apaixono denovo, e denovo. É como um filme de comédia romantica, não tanto comédia, mas um pouco mais romantico ou dramatico, não sei ao certo, mas a unica palavra que tenho certeza que é, é amor. Falar contigo novamente é como abrir o quartinho dos fundos, o cantinho que foi tirado do centro das atenções é amar novamente, é ter frio na barriga, é ficar em extase completo em um “oi” seu, é todas as musicas fazerem sentido, é todas as musicas se encaixarem em algum lugar no meu eu, no nosso. O estar junto mesmo não estando. É procurar em traços de outras pessoas os seus, na esperança de quê assim, eu fique mais perto - ou talvez - mais longe. Que é pra ver se te esqueço, mesmo não querendo esquecer, é querendo abandonar essa casa, essa vida, esse amor, mesmo dizendo não para todas as oportunidades que aparecem, Eu exagero, me empolgo, crio e ignoro, só pra depois adorar um sentimento que eu sempre quis pra mim. No final, é sobre eu projetar uma vida toda dentro de um pequeno devaneio, de uma imaginação sem peso ou propósito. Eu posso me envolver com milhares de pessoas, mas no final do dia eu vou estar pensando em somente em uma pessoa, buscando memorias, momentos que nunca tivemos, mas se for amor, meu bem você não esquece e nada apaga. Nem distância, nem tempo. Posso ser brega, posso ser o que for. Mas eu ainda acredito no amor.

Eu consigo te superar todos os dias.

Sim, meu bem. Eu consigo te superar todos os dias, eu consigo sobreviver sem você, eu consigo olhar para outras pessoas, me envolver com elas, eu consigo fazer tudo sem você comigo. Porém, é só passar uma hora falando contigo, ou falar contigo por breves momentos, sejam eles cartas, telefonemas, SMS’S que eu me apaixono denovo, e denovo. É como um filme de comédia romantica, não tanto comédia, mas um pouco mais romantico ou dramatico, não sei ao certo, mas a unica palavra que tenho certeza que é, é amor. Falar contigo novamente é como abrir o quartinho dos fundos, o cantinho que foi tirado do centro das atenções é amar novamente, é ter frio na barriga, é ficar em extase completo em um “oi” seu, é todas as musicas fazerem sentido, é todas as musicas se encaixarem em algum lugar no meu eu, no nosso. O estar junto mesmo não estando. É procurar em traços de outras pessoas os seus, na esperança de quê assim, eu fique mais perto - ou talvez - mais longe. Que é pra ver se te esqueço, mesmo não querendo esquecer, é querendo abandonar essa casa, essa vida, esse amor, mesmo dizendo não para todas as oportunidades que aparecem, Eu exagero, me empolgo, crio e ignoro, só pra depois adorar um sentimento que eu sempre quis pra mim. No final, é sobre eu projetar uma vida toda dentro de um pequeno devaneio, de uma imaginação sem peso ou propósito. Eu posso me envolver com milhares de pessoas, mas no final do dia eu vou estar pensando em somente em uma pessoa, buscando memorias, momentos que nunca tivemos, mas se for amor, meu bem você não esquece e nada apaga. Nem distância, nem tempo. Posso ser brega, posso ser o que for. Mas eu ainda acredito no amor.

Às vezes a gente gosta tanto de uma pessoa, que chama isso de amor. E depois acrescenta um predicado. E dá a ele uma história. Uma trilha sonora. Carinho. Diálogos e silèncios [des]providos de métrica.Às vezes a gente acerta. E nem sempre sabe o que fazer.

Às vezes a gente gosta tanto de uma pessoa, que chama isso de amor. E depois acrescenta um predicado. E dá a ele uma história. Uma trilha sonora. Carinho. Diálogos e silèncios [des]providos de métrica.Às vezes a gente acerta. E nem sempre sabe o que fazer.

A pior metade

É engraçado… tenho uma mania horrível de sempre começar as coisas que fazem certo sentido pra mim com “É engraçado”. Isso não é engraçado! É doentio. Rir das desgraças: quem faz isso não é forte; quem faz isso é irônico.

            É engraçado (é doentio) o fato de sempre colocarmos a culpa para um certo mal em uma certa metade que dizemos ser ruim. O lado mau da pessoa, a metade podre, esse não sou eu, esse não é ele.

            Um assassino em série tem um lado ruim, quem traiu foi um instante de insanidade, quem matou foi um súbito de maldade. É tão difícil assumir que as pessoas (nós) somos ruins?

            Um lado que nada! Não existe metade ruim. Nem súbito de maldade. Existem súbitos de bondade.

            As pessoas (nós) fazem (fazemos) tudo pensando no próprio umbigo. Observação: entender tudo por TUDO. Um simples “bom dia” é dado com o intuito de receber outro de volta; até porque ninguém acorda dando “bom dia” pra si mesmo. Um abraço é dado esperando um retorno, um olá, um “Muito obrigado” sempre aguarda um “Por nada”. É fato que colocamos uma enorme responsabilidade no outro.

            Posso até parecer pessimista ou mais um revoltado com o mundo que sai por aí tentando analisar as pessoas e junta toda essa análise por meio de palavras desconexas e fica se achando O Escritor. Nem sou. Não acreditamos que somos ruins porque é menos cômodo. A realidade é quase sempre cruel.

O “lado mau” toma de conta das pessoas (de nós) a partir do momento que o próprio é despertado. Ninguém nasce ruim, já diria Rousseau. A culpa não é da espécie, a culpa é dos seres. Os seres que se acostumaram a ser individualizados. A questão do MEU e do PARA OS MEUS. Se essas duas partes estiverem satisfeitas, tudo está ótimo.

            A água. Sabemos que ela pode acabar um dia, mas mesmo assim continuamos a desperdiçá-la, usando sem consciência. Isso é coisa de gente boa, né?

            O meio ambiente. Sabemos que ele está por fio e que pode não resistir a nossos atos depredatórios e animalescos, mas mesmo assim continuamos a destruí-lo, feito idiotas. Egoísmo é coisa de gente boa.

            A África. Trabalhamos todo um mês para comprar futilidade e encher nosso ego capitalista e tolo e temos total ciência da situação dos africanos, mas mesmo assim, isso pouco nos interessa e continuamos com nossa vida medíocre regada a Coca-Cola e McDonald’s, enquanto o ovo com arroz que nós rejeitamos no jantar seria um verdadeiro banquete pra nossos vizinhos de continente. Realmente somos pessoas boas.

            Somos pessoas ótimas.

            Ótimas pra prestar!

Não acredito e, realmente, quero distância de quem bate no peito pra dizer “Sou bom! Pratico o bem e vou para o Céu”. Quem fala isso é tão ruim quanto o casal Nardoni. É por isso que prefiro me aproximar dos rejeitados, dos excluídos, das pessoas que são acostumadas com a realidade cruel em que vivem, que não tramitam em uma redoma de vidro. Realidade boa ou ruim é pelo menos realidade.

Antes viver na infelicidade do que em um mundo construído que pode ser destruído a qualquer momento, transformando a pessoa que cria naquilo em alguém desequilibrado que, provavelmente, vai encontrar na morte a melhor solução para os reais problemas.

             

Lado ruim que nada! Lado bom é o que nos existe. A “metade boa” é o que nos domina.

Lado ruim que nada! Lado bom é o que nos existe. A “metade boa” é o que nos domina.

"Já não vejo motivos pra o amor de tantas julgas não ter o seu lugar"

Hermanos.

Cuidados com o “eu te amo”

“Eu te amo” – o verdadeiro significado da palavra clichê. Hoje em dia se ama tudo.

            Muitos acham essa frase (“Eu te amo”) a mais bela. Eu acho uma das mais ridículas. E perigosas! Dizer que ama alguém é prender à sua canela uma corrente daquelas que têm uma enorme bola de ferro na ponta.

De Shakespeare, os mais ignorantes só conhecem Romeu e Julieta. Acontece que ele foi um gênio e como tal, não teria apenas uma obra de arte. Entre suas obras primas, carrego sempre comigo uma frase de tal autor que encabeça certos momentos de minha vida: “A pior coisa que você faz por alguém é prender a sua alma”. E não há nada que aprisione mais do que um “eu te amo”.

            Ela é importante. Se para bom ou para ruim, não sei. É importante. E como tal, deve ser manuseada com precaução, cuidado.

            Um pesticida quando utilizado com a cautela devida pode ajudar um agricultor a eliminar certas pragas; quando não, pode ser um verdadeiro veneno, destruir toda a plantação e ainda comprometer a saúde dos camponeses próximos.

            Um “Eu te amo” dito com certeza pode dar cores à sua vida, servir como válvula de escape em momentos difíceis e até tornar-te mais feliz. Já utilizado sem a devida prudência, pode torná-lo um preso eterno de um sentimento unilateral, prejudicial, que te anula aos poucos, te atrasa e te faz sentir um fracassado, um frustrado por não conseguir compartilhar do amor que é visto nas novelas.

            É uma baita irresponsabilidade deixar isso escapar dos lábios como se fosse um simples “bom dia”. Quem diz e repete, sem sequer conhecer a outra pessoa; faz apenas dois dias que se conhecem; vocês nunca se viram ou até mesmo nunca se falaram por telefone. E ainda colocam a culpa no “amor à primeira vista”.

O cara&?$…, isso sim!!!

            Entretanto, mais irresponsável de que quem fala, é quem acredita. Não acredite em amor à primeira vista. Você não imagina a quantidade de vezes que eu me “apaixonei à primeira vista”. Jurava que seria amor eterno, que eu havia encontrado meu pezinho de meia. Com tantos “pés de meia” já posso abrir uma loja de calçados!

            Um conselho: sempre desconfie de um “eu te amo”. Mesmo aqueles que são ditos por pessoas co-sanguíneas. Às vezes confundimos o parentesco com a obrigação dos laços de sangue. Um familiar pode ser seu pior inimigo. Imagine uma pessoa desconhecida que jura ser a tampa da sua panela!